Na moda sim, mas nem por isso fácil. Ver com os próprios olhos a Rainbow Mountain em Cusco, no Peru, exige uma caminhada de cerca de 10 km a uma altitude que chega a 5 mil m acima do nível do mar. Não deixe, porém, que esses números o façam desistir do passeio. São raras as pessoas que se arrependem de topar o desafio da trilha, tamanha a beleza da paisagem.

Além de Rainbow Mountain, o lugar é chamado de Wininkuca, Vinicunca ou Cerro de Colores. O nome se dá pela variação na coloração do solo, que acontece graças aos minerais presentes em sua composição. O resultado é uma verdadeira obra-prima da natureza.

Como conhecer a Rainbow Mountain

Rainbow Mountain
A melhor opção para conhecer a montanha é contratar o passeio de um dia junto a uma agência de turismo

O passeio é relativamente novo, começou a ser feito em meados de 2016. Antes disso, mal se sabia que a montanha existia. Atualmente, há duas formas de conhecê-la: a primeira delas é para os mais experientes. Agências de turismo organizam vários dias de trekking, e o roteiro inclui ainda outras montanhas da região. A segunda opção, um bate-volta a partir de Cusco, é a mais praticada pelos turistas.

A Rainbow Mountain está a cerca de 3h do centro de Cusco, cidade que é também base para a visita a Machu Picchu. É possível ir à Rainbow Mountain por conta própria, mas o mais indicado é contratar o passeio junto à uma agência, pois a experiência de um guia é muito bem-vinda durante o trajeto, especialmente pelo mal-estar que a altitude pode causar. O preço varia entre 100 e 160 soles (preço sujeito à alteração), moeda peruana que quase se equivale ao real, já com café da manhã e almoço inclusos.

Conheça todos os hotéis na América do Sul oferecidos pelo Zarpo

O longo trajeto até a Rainbow Mountain

Trajeto até a Rainbow Mountain
A trilha, ainda que desafiadora, possui cenários incríveis, com montanhas nevadas, lhamas, alpacas e mais

A maioria das agências costuma buscar os turistas na hospedagem em Cusco entre 3h e 5h. A primeira parada é para um reforçado café da manhã. Depois, os veículos deixam os passageiros no acesso à trilha, e chega a hora de começar a caminhar rumo à Rainbow Mountain.

O ponto de partida já é bem alto, a cerca de 4.500 m acima do nível do mar. O trajeto é, em sua maior parte, sem maiores dificuldades em relação ao solo. Mesmo assim, quem quiser se poupar para o trecho final, o mais íngreme e acessível apenas por caminhada, pode optar por subir a cavalo. Os animais são oferecidos pelos locais ao longo da trilha, e o preço vai diminuindo conforme a distância a ser percorrida vai ficando menor.

Curte ecoturismo? Confira no Zarpo os hotéis da coleção especial

Rainbow Mountain
É possível realizar parte do caminho a cavalo, mas o trecho final, o mais íngreme, precisa ser percorrido a pé

De qualquer modo, a beleza compensa o esforço – e não só a beleza da montanha. O vilarejo que recebe os turistas, apesar de bastante humilde, é bem receptivo, e todo o caminho é cercado por paisagens montanhosas belíssimas. É possível brincar na neve, dependendo do clima e do horário, e avistar lhamas e alpacas.

Uma vez no mirante para o colorido da Rainbow Mountain, a paisagem tira, literalmente, o fôlego. A coloração surpreende, assim como o restante do cenário, com montes nevados ao fundo. Chega o momento de tirar fotos e, claro, descansar para a volta, sem dúvida mais leve e rápida. No retorno, os guias costumam levar o pessoal para um recompensador almoço e, por fim, são mais 3h de viagem de volta ao hotel, aproximadamente.

Importante: O passeio não é indicado para quem tem problemas respiratórios e dificuldade em se locomover. A distância em si não é de outro mundo, mas a altitude (e o ar rarefeito, por consequência) é o maior obstáculo.

Dicas para a caminhada

Rainbow Mountain
Pausas para recuperar o fôlego e folhas de coca ajudam a atenuar os sintomas causados pelo “mal de altitude”

O tempo total de trilha varia de pessoa para pessoa mas, em média, dura 4 h, contando as pausas para recuperar o fôlego. O soroche, como é chamado o “mal de montanha”, pode ter diferentes sintomas em cada um. Entre os mais comuns estão dor de cabeça, enjoos, cansaço rápido e sangramento no nariz. Brasileiros, em especial, são muito vulneráveis ao mal-estar, uma vez que a maior parte das cidades do país está a poucos metros do nível do mar. O lado bom é que existem soluções simples para atenuar os sintomas e para aliviar a dificuldade da caminhada até a Rainbow Mountain.

A dica número um é a mais básica: respirar. Pode parecer simples demais, mas é assim que se consegue levar mais oxigênio para o sangue. A segunda dica é a aclimatação, ou seja, acostumar-se à altitude. Se o seu roteiro permitir, deixe o passeio para alguns dias após a chegada em Cusco. Tomar chá de coca e mascar folhas da planta, práticas comuns no destino, também ajuda. E aqui está a importância do guia: boa parte deles carrega consigo cilindros de oxigênio que ajudam muito os turistas com maior dificuldade na subida.

Quando ir e o que vestir

Rainbow Mountain
Escolha um dia sem chuva para fazer o passeio. Use roupas quentes e calçados confortáveis para a caminhada

Normalmente as agências de turismo programam saídas todos os dias para Rainbow Mountain. Mesmo assim, o ideal é fazer o passeio em dias sem chuva, para não dificultar a caminhada. O outono e o inverno, de maio a setembro, ainda que possuam temperaturas mais baixas, são as estações secas e ideais para visitar o ponto turístico.

Independente do mês, no caminho e principalmente no topo do mirante para a montanha costuma fazer bastante frio. Roupas quentes, casaco de inverno, luvas e touca são essenciais, assim como botas impermeáveis ou tênis confortáveis para trilhas. Na bolsa não pode faltar protetor solar (o sol pode ser forte, mesmo com o frio), protetor labial e chocolates para dar energia ao longo da trilha.

Dica: A região de Salta, cidade no noroeste argentino, também possui uma montanha colorida, o Cerro de los 7 Colores. Leia no Mag o roteiro completo pelo destino!

O que mais fazer em Cusco

Muchu Picchu
Cusco é base para conhecer também Machu Picchu, o mais famoso ponto turístico do Peru e da América Andina

A viagem para Cusco é repleta de história, sítios arqueológicos e charme rústico. Além da Rainbow Mountain, o principal chamariz turístico da região é Machu Picchu. A imperdível cidade inca, declarada Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela Unesco e considerada uma das sete maravilhas do mundo, impressiona pelas construções milenares em rocha e pela belíssima paisagem que a cerca.

Fora Machu Picchu, vale incluir no roteiro o passeio do Vale Sagrado, que passa por Pisac, Chinchero e Ollantaytambo, povoados vizinhos que também possuem ruínas e sítios arqueológicos incas. A própria cidade de Cusco merece ao menos um dia para ser explorada: visite a Plaza de Armas, a catedral, o mercado municipal e Qoricancha, o Templo do Sol.

Leia mais sobre o Peru e outros 14 destinos para conhecer na América do Sul

Autor

Fascinada por metrópoles (São Paulo <3) e por histórias, gosta de achar turismo em lugares pouco óbvios, mas também não dispensa passeios em cartões-postais, comprinhas e jantares românticos.

1 Comentário

  1. É ótimo saber que tem esse lindo passeio a fazer além de Machu Picchu uma vez que já se chegou até Cuzco. Valeu Zarpo Mag!

Escreva um comentário