São poucos os que recusam uma taça de um bom vinho. Menor ainda é a quantidade de pessoas que negaria uma viagem onde o vinho e a sua cultura são os protagonistas no roteiro. Conhecer vinícolas, maravilhar-se com as videiras carregadas, aprender mais sobre o processo de produção e degustar as últimas safras são rotina nos destinos de enoturismo.

De diferentes tipos e diferentes uvas, a bebida é uma das mais apreciadas e antigas do mundo (segundo estudos arqueológicos, é produzida desde 6.000 a.C.). Cada um possui seu rótulo favorito, mas ao menos um quesito é unânime entre os enófilos: nada se compara a provar o conteúdo das garrafas no local onde ele foi feito. Leia a seguir mais sobre 5 destinos no Brasil e na América do Sul perfeitos para quem deseja uma viagem repleta de aromas e sabores de vinho.

São Roque, em São Paulo

Quinta do Olivardo
Em São Roque, a Quinta do Olivardo promove todos os anos a colheita e a pisa da uva | Crédito: Marcelo Simoka

Para chegar a São Roque basta uma viagem de apenas 60 km a partir de São Paulo. A tradição do cultivo de uvas e da produção de vinho na região se mistura com a história da própria cidade. O chamado Roteiro do Vinho inclui a Estrada do Vinho, a Estrada dos Venâncios e a Rodovia Quintino de Lima. Ao longo das estradas os visitantes encontram várias vinícolas, onde é possível almoçar, conhecer mais sobre as produção, comprar garrafas de vinho e, geralmente em janeiro e fevereiro, colher as frutas e participar da pisa da uva. A Vinícola Goés e a Quinta do Olivardo são os lugares favoritos dos turistas.

Uma viagem, um vinho: O Góes Tempos Philosophia Carbenet Franc é um vinho fino tinto seco, feito com uvas cultivadas em São Roque. Sua nota no Vivino, app com dicas de harmonização e avaliações e notas dadas por usuários, é 3,3.

Interessou? Hospede-se no Hotel Villa Rossa. O 5 estrelas tem pensão completa e atividades para adultos e crianças. É uma excelente base para fazer o Roteiro do Vinho e conhecer as vinícolas da região.

Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul

Vale dos Vinhedos
Algumas das maiores vinícolas do país, como a Miolo, estão no sul do Brasil | Lidyanne Aquino / Flickr CC – BY

No Rio Grande do Sul está a “Toscana Brasileira”, apelido dado ao Vale dos Vinhedos. A área, a cerca de 120 km de Gramado e de Porto Alegre, divide-se entre três municípios: Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Visitar a região é uma verdadeira viagem pelo mundo do vinho, uma vez que há vinícolas de todos os tipos, de produção familiar e artesanal até a maior exportadora de vinhos do Brasil, a Miolo. Com parreiras a perder de vista, é possível fazer piqueniques românticos em meio às árvores, realizar passeios guiados pelas cavas, ter aulas com enólogos, comprar nas lojas e, claro, degustar. Além da Miolo, vale visitar a Almaúnica, a Casa Valduga e a Lídia Carraro. A colheita e pisa da uva também acontecem no início do ano.

Uma viagem, um vinho: O Dádivas Chardonnay, da vinícola Lídia Carraro, é um vinho branco com notas de fruta tropical, flores silvestres e toque mineral. Sua nota no Vivino é 3,6.

Interessou? Confira os hotéis do Rio Grande do Sul no Zarpo. Em nossa seleção temos opções para todos os gostos em Gramado e Porto Alegre, que ficam a pouco mais de 1 hora de viagem do Vale dos Vinhedos.

Vale do São Francisco, em Pernambuco

Vinícola Rio Sol
Pernambuco, onde fica a vinícola Rio Sol (foto), é novo expoente da produção nacional | Crédito: Helder Ferrer

Além de resorts à beira-mar, a viagem ao Nordeste cativa também pelo sabor de vinho: o clima árido e quente do Vale do São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco e próximo a Petrolina, mostrou-se adequado para o cultivo de uvas. A história da produção vitivinícola remonta desde 1960, mas foi a partir dos anos 90 que a cultura se fortaleceu. Em 2017 os vinhos produzidos na região já abasteciam 15% do mercado brasileiro. A principal vinícola a visitar é a Rio Sol, com quatro tipos de passeio. Um deles inclui, além de visitas guiadas, um passeio de catamarã com banho no Rio São Francisco. A dica é ficar para ver também o belíssimo pôr do sol.

Uma viagem, um vinho: O Rio Sol Espumante Brut Rosé é um vinho rosé equilibrado e cítrico, feito com uvas Syrah. Sua nota no Vivino é 3,3.

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Mendoza, Argentina

Mendoza
Além de ótimos vinhos, bodegas em Mendoza oferecem almoços com vista para os parreirais e os Andes

Conhecer as vinícolas de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes, é praticamente uma viagem à Meca para os amantes de vinho. A cidade fica a aproximadamente 1.100 km de Buenos Aires, de onde partem voos diários. A região, uma das maiores produtoras do mundo, possui mais de 130 vinícolas que recebem turistas e se dividem em três áreas: Luján de Cuyo, Maipú e Valle do Uco. As bodegas Catena Zapata, Tierras Altas, Ruca Malen, Renacer e La Azul são as mais populares. Uma ótima – e charmosa! – maneira de conhecê-las é de bicicleta. Além de fazer tours guiados e degustar os rótulos, a dica aqui é almoçar. Afinal, o que pode ser mais gostoso que realizar uma refeição com vista para os parreirais e os Andes?

Uma viagem, um vinho: O Nicolás Catena Zapata é um vinho tinto de mesa elaborado a partir de uvas Carbenet Sauvignon e Malbec, muito tradicional em Mendoza. Sua nota no Vivino é 4,3.

Leia no Mag um roteiro completo por Mendoza

Interessou? Hospede-se no Sheraton Mendoza Hotel ou no Villaggio Hotel Boutique. Ambos possuem localização privilegiada na cidade, na região central, de onde saem os principais passeios para as vinícolas e outras atrações.

Argentina

Santiago, Chile

Santiago
Degustações e visitas às cavas fazem parte dos passeios por vinícolas como a famosa chilena Concha y Toro

Do outro lado da Cordilheira dos Andes, o Chile tem cada vez mais se consolidado como expoente mundial na produção vitivinícola. O país possui várias áreas produtoras ao longo do território, mas Valle de Casablanca, Valle de Maipo e Valle do Colchagua são as mais populares. A primeira fica entre Santiago e Viña del Mar, e é referência em vinhos brancos. A segunda abriga as mais famosas vinícolas do destino: Concha y Toro, Aquitania, Undurraga, Santa Rita e Almaviva, todas a menos de 50 km da capital. Por fim, para conhecer o romântico Valle do Colchagua, a 150 km, a dica é ir com o Trem Sabores del Valle, com música ao vivo e degustações já no caminho. As saídas acontecem uma vez por mês, então é preciso comprar o ingresso antecipadamente.

Uma viagem, um vinho: Cassilero del Diablo, do Concha y Toro, é a marca mais famosa de vinhos chilenos no mundo. O Reserva Privada Carbenet Sauvignon é feito com uvas desse tipo, cultivadas no Vale de Maipo. Sua nota no Vivino é 3,8.

Interessou? Hospede-se no Hotel NH Ciudad de Santiago. Localizado no bairro da Providencia, a 450 m da estação de metrô Salvador e a cerca de 2 km do centro histórico, o hotel é uma ótima opção de base na capital chilena.


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Autor

Fascinada por metrópoles (São Paulo <3) e por histórias, gosta de achar turismo em lugares pouco óbvios, mas também não dispensa passeios em cartões-postais, comprinhas e jantares românticos.

1 Comentário

  1. Adorei esse post! Muito bem explicado e ainda dá diquinhas de roteiros pela cidade… amei <3

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