Na primeira semana de março, eu, como Coordenadora de Conteúdo do Zarpo, estava fechando com minha equipe as ações do Mês do Consumidor. As campanhas eram promissoras e todo mundo estava bem animado. Ao mesmo tempo, em casa, eu e meu companheiro estávamos planejando nossas próximas férias. A ideia era aproveitar uma das promoções do Zarpo e conhecer a Bahia com o Bento, nosso filho de 3 anos. E aí, de repente, mudou tudo. 

Em 16 de março todos os colaboradores do Zarpo passaram a trabalhar em esquema de home office. As aulas do meu filho também foram interrompidas no mesmo período. O isolamento social começou e ficamos confinados em casa. Nós, os adultos, continuamos trabalhando (mais ainda do que o habitual!). E a criança, como não poderia deixar de ser, continuou brincando, correndo, gritando, rindo, chorando… sendo criança.

Mesmo reconhecendo todos os privilégios que me cercam, a situação não é fácil. No começo, não vou negar, bateu um pânico. Como muitas mulheres que conheço, por fora eu estava usando a capa da super heroína. Por dentro, o pensamento de “não vou conseguir” ecoava mais vezes do que eu gostaria. 

Maternidade e home office: ilustração de criança mexendo no computador da mãe

A reatividade, que é uma das características mais valiosas para nós aqui no Zarpo, estava sendo colocada à prova. Não só eu precisava ser reativa no meu trabalho, já que o mercado de turismo foi um dos mais afetados pela crise causada pela pandemia, como também fora dele, para garantir a qualidade de vida de todos aqui em casa. E nesse caso, mais um item para adicionar na minha lista de privilégios: essa última responsabilidade estava sendo dividida de maneira igual com meu companheiro. 

Depois de uma primeira semana completamente caótica, as coisas se ajeitaram para mim e criamos uma rotina que, aqui em casa, tem funcionado. É perfeita? Não, longe disso. E entendi que não precisa ser. Tem mais televisão do que eu gostaria, tem momentos de impaciência, tem birras, tem refeições fora de hora… e tudo bem. 

Gostaria de poder compartilhar com as mães na mesma situação que as coisas, magicamente, “vão se ajeitando”, como dizem. Porém, seria mentira. Para nós só está funcionando porque temos, tanto eu quanto o meu companheiro, empresas e colegas de trabalho empáticos. Que acham ok interromper um call semanal porque meu filho quer dar um “oi” para os amigos da mamãe. Que entendem que às vezes vou precisar me ausentar por meia hora porque ele precisa de mim. Que perguntam como estamos e se precisamos de algo. 

Maternidade e home office: ilustração de mãe e criança sentadas no sofá, com notebook e pastas

Cada família tenta se organizar da melhor maneira que pode. Porém, quando temos no nosso trabalho uma rede de apoio, que nos entende e nos valoriza, tudo flui melhor. E isso, é claro, reflete no nosso desempenho profissional, fazendo nossa produtividade aumentar.

Por aqui, encontrei uma forma de ficar bem me dividindo entre as funções de Coordenadora de Conteúdo do Zarpo e mãe em tempo integral. Espero que muitas outras mães também encontrem a sua, e que as empresas sejam cada vez mais empáticas para facilitar esse desafio. E, depois que tudo acabar, que a gente possa curtir com nossos filhos sem tantas preocupações, nos divertindo e, claro, viajando por aí! 


Conheça as outras mães que fazem parte da Tripulação Zarpo. Elas são incríveis e, de quebra, ainda têm dicas bem legais de viagens para compartilhar!

Juliana Farano

Ama viajar, adora explorar grandes cidades, gasta horas e horas sem culpa em museus e prefere comida de rua à restaurantes estrelados. Berlim e Nova York são suas cidades favoritas no mundo (até agora!).

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